Mostrando postagens com marcador política. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador política. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 20 de junho de 2008

Em defesa do subemprego

Mais um artigo espalhando desinformação econômica. Desta feita é uma blogueira do Estadão, que normalmente não é tão primário: uma Andrea VIALLI (ninguém no Brasil se toca que Andrea não é nome feminino, mas o italiano para André?).

E a bobagem, muito naturalmente, é a velha toada esquerdista-submarxista-antiglobalização sobre más condições de trabalho. Reproduzo meu próprio comentário no blogue da mocinha, com um acréscimo aqui porque o blogue do Estadão não permite edições; adição em itálico:

Se há crianças trabalhando, é porque suas famílias não têm como alimentá-las.

Se crianças assim param de trabalhar, vão parar na prostituição ou na fome.

A solução não é pagar mais caro nas roupas. É ser mais frugal, para que o exemplo constranja ricaços e corruptos, e a renda seja distribuída; e trabalhar mais e, principalmente, mais inteligentemente, para que a renda seja maior.

Agora me veio outra questão. O blogue da moçoila teoricamente é sobre sustentabilidade. O que condições de trabalho têm a ver com isso? O velho problema dos despreparados de separar problemas que parecem insolúveis, o que acaba atrapalhando a escolha de políticas públicas capazes de ajudar a solucionar quaisquer deles.

sexta-feira, 26 de outubro de 2007

Trens impoßíveis

A ſituação de tranſporte público em São Paulo eſtá vergonhoſa. Ainda prefiro o PSDB às alternativas, ainda mais ſabendo que o funcionaliſmo público é lento e a ſituação já melhorou muito em relação aos tempos em que os trens eram federais. Mas a linha Jurubatuba—Oſaſco eſtá ſuperlotada, tendo ganho a integração Jurubatuba–Autódromo sem ganhar mais vagões. Os trens têm quebrado e atraſado, e o reſultado ſão brigas entre os paßageiros para entrar e ſair dos vagões, gente paßando mal, e eſtes circulando de portas abertas.

Não adianta limitar as catracas de entrada ſe os trens atraſam; fizeram ißo hoje em Jurubatuba e piorou, porque um trem ſaiu relativamente vazio enquanto a fila eſtava grande, e o ſeguinte, atraſado, ſuperlotou.

Pura incompetência eſtatal. ¡Acorda, Serra! Nem que tenham de deſlocar vagões de outras linhas, colocar compoſições velhas de volta em circulação ou fazer licitações emergenciais. Não dá para eſperar a programação atual da CPTM, ¡que prevê melhorias apenas para 2009!

Aquecimento global… ¡ſe o pauliſtano é praticamente obrigado a andar de carro! Quem ſabe ¿os EUA poderiam ſe redimir da rejeição ao protocolo de Kyoto financiando noßo metrô? Se bem que a prioridade deve ſer a energia de carvão chinês…

Só ſaindo de São Paulo dos Campos de Piratininga.

quarta-feira, 3 de outubro de 2007

Códigos de língua e território para o galego

Exiſte muita confuſão e deſinformação ſobre a codificação das variantes do galego na Informática. A única regra reconhecida é gl para língua e gl_ES para a variante oficial da Espanha; e há quem proponha pt_GL, gl_GZ ou pt_GZ para a variante portuguesa.

O problema é que a segunda parte do código de dialeto não designa a variante em si, mas o território onde é falada; e não existem os territórios GL ou GZ. Exiſte, sim, gl_ES e gl_PT; mas meſmo ißo é controverſo, viſto que galego e português ſão dois dialetos da meſma língua, em pé de igualdade com o português do Braſil. Talvez a ſolução mais correta foße pt_ES para o galego como eſcrito na Galícia eſpanhola, mas ißo deixaria o galego como eſcrito em Portugal ſem um código fácil, exigindo algo como pt_PT@gl.

Ißo torna o galaico‐português uma língua sui generis, com quatro codificações para três principais dialetos diferentes: gl_ES, gl_PT, pt_BR, pt_PT.