Estou completamente sem originalidade — e sem tempo. Há outras coisas sobre o que escrever, mas, assim como duas vezes já nos últimos meses (e a segunda desde ontem) vou seguir o Fernando Ike com minha exposição de propostas ingênuas de palestras para a Conferência Brasileira de PostgreSQL 2008.
Lembrando que hoje (dia vinte e sete de junho do ano da Graça de dois mil e oito &c &c) é o último dia para apresentar as propostas.
Um elefante previdente: preparando-se para o futuro de seu sistema com uma boa
arquitetura e modelagem de dados em PostgreSQL.
Palestra
Público Alvo: intermediário
Resumo
Freqüentemente vemos, em listas de discussões e outros fora de comunicações,
pessoas pedindo ajuda com problemas decorrentes de abordagens ingênuas de
arquitetura de sistemas, e dois dos aspectos mais problemáticos têm sido a
arquitetura e a modelagem de dados. Muitas vezes os problemas só aparecem
quando sua correção é praticamente impossível. Veremos quais conceitos
básicos de administração e modelagem de dados são mais críticos para um
sistema à prova de futuro, e como aplicá-los em sistemas PostgreSQL com alguns
exemplos básicos em SQL e D.
Descrição
Problemas de arquitetura: a tragédia do cliente servidor e a crise de
software.
Manipulando os dados onde estão: evitar turismo de bits.
Problemas de organização: saiba do que fala antes de abrir a boca.
Tipos (abstratos) de dados e domínios SQL: evitando a confusão.
Entidades e relacionamentos: cada coisa no seu porta-coisa.
Restrições de integridade: deixe a base de dados cuidar de si.
Problemas de modelagem: a otimização precoce é a raiz de toda sorte de males.
Normalização: otimizando o gargalo mais comum. Ou você quer mesmo fazer o disco se exercitar?
Desnormalização: ¿¡tem certeza!? Fazendo o disco trabalhar dobrado.
O elefante aparelhado: ferramental e processo de administração de dados em
PostgreSQL.
Tutorial (pode também ser resumido numa palestra).
Público Alvo: intermediário
Resumo
Freqüentemente confunde-se modelagem e diagramação de dados, e aí vemos
pessoas tentando ‘tirar leite de pedra’: criar um modelo apenas com
ferramentas de diagramação, ou de mapeamento objeto-relacional.
Pior ainda, o trabalho de administração de dados não se resume à modelagem. A
documentação, a manutenção do ciclo de vida de uma base de dados, o apoio ao
desenvolvedor e ao usuário são também responsabilidades do administrador de
dados.
Há toda uma variedade de ferramentas para auxiliar na administração de dados,
e pretendemos mostrar algumas ao longo do ciclo de vida da base.
Descrição
Documentação: requisitos, interfaces e regras de negócio.
Rascunhos: cérebro, caneta e papel.
O modelo de dados: seu editor de textos preferidos, e DDL. Ou que tal algo
melhor?: a possibilidade próxima futura de DDL relacional no Alphora Dataphor
como uma interface relacional para PostgreSQL.
O diagrama de dados: AutoDoc e SQL::Fairy, deixe o programa trabalhar por
você!
Documentos: AutoDoc, SQL::Fairy, LaTεχ e DocBook. Concentre-se no conteúdo,
não na formatação.
Controle do ciclo de vida da base: versionamento, colaboração, e geração
automática dos produtos.